terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

CONDIÇÕES AMBIENTAIS MATAM EM PORTUGAL

Estudo da Organização Mundial da Saúde estima que todos os anos os problemas ambientais provocam a morte a 16 700 portugueses e estão também na base de 14% das doenças registadas no País.
O ambiente também mata em Portugal. E cada vez mais. As más condições ambientais provocam a morte, em média, a 45 portugueses por dia. Ou seja: 16 700 por ano. As doenças respiratórias e cardiovasculares são as que mais alimentam estes números. Os dados são do último estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que relaciona o ambiente em Portugal à morbilidade e mortalidade. Em todo o mundo, as mortes ascendem a mais de 13 milhões. Esta semana a organização voltou a alertar para o problema numa nova análise: os europeus perdem oito meses e meio de vida por causa das más condições ambientais.
O estudo "Environmental Burden of Disease" (Peso Ambiental das Doenças) torna-se, no entanto, mais relevante, pois tem dados específicos sobre Portugal. Os cálculos da OMS tiveram por base estudos da organização cruzados pelos seus peritos com estatísticas nacionais. O documento - produzido há mais de dois anos para a Conferência de Genebra, mas nunca noticiado - indica também que os problemas ambientais estão relacionados com 14% das doenças em Portugal. Os níveis de poluição, a qualidade da água, o tipo de construção dos edifícios - como o uso de amianto -, comportamentos, radiações UV, poluição sonora e os métodos agrícolas estão entre os vários parâmetros considerados no estudo.
É a segunda vez que a OMS faz estas contas. Na primeira - divulgada em 2007 - estimava que morriam 15 mil portugueses por ano. As 16 700 mortes - num total de cerca cem mil óbitos registados anualmente no País - mostram que a mortalidade devido ao ambiente agravou assim cerca de 12%.
O bastonário da Ordem dos Médicos considera este estudo "importantíssimo por vir reforçar a necessidade de dar atenção às diversas formas de poluição ambiental". José Manuel Silva espera que "tanto cidadãos como governantes" não ignorem este "trabalho extremamente relevante", que deve servir para que sejam "tomadas medidas para proteger os cidadãos". "Uma vida saudável depende de um ambiente saudável", conclui.
FONTE:DIÁRIO DE NOTÍCIAS

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