sexta-feira, 29 de julho de 2011

António Paulouro


António Paulouro

Nascimento: 1915
País: Portugal



Escritor português, natural do Fundão. Desde muito jovem que começou a trabalhar no escritório da Fundação Nacional dos Produtores de Trigo, não tendo sido possível fazer os estudos secundários, e mais tarde como encarregado dos Serviços de Electricidade do município fundanense, de onde transitou para a Delegação local da Companhia Eléctrica das Beiras, que por muitos anos chefiou.
Em 1950, foi nomeado vice-presidente da Câmara Municipal do Fundão, que abandonou em 1958, por incompatibilidade com o regime salazarista; e em 1986 foi eleito deputado (pelo PRD) à Assembleia da República.
Em 1946, fundou o Jornal do Fundão, com um grupo de amigos, Tem publicado, esporadicamente sob pseudónimo, milhares de artigos, crónicas e notas, que nunca quis reunir em volume.
Esteve na origem e na organização do Encontro Nacional de Teatro (1972), do I Congresso de Emigrantes (1977), das I e II Jornadas da Beira Interior (1984 e 1986). Em 1960, fundou e dirigiu a revista Arco-Íris, e em 1976 fundou e dirigiu, com Herberto Helder e António Sena, o magazine de poesia e de desenho Nova.
Em 1985, foi-lhe atribuída a Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Ramalho Eanes. Em 1986, a Universidade Pontifícia de Salamanca prestou-lhe uma significativa homenagem.
No jornal algumas vezes,escreveu em defeza das pessoas que trabalhavam nas minas da Panasqueira.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Linha do Tua


A Linha do Tua percorre um vale magnífico! Qualquer que seja a estação do ano, o rio e a linha, lado a lado, permitem paisagens de sonho, quase irreais. Além do valor natural e histórico, acredito que é possível aproveitar todo o potencial do vale sem destruir a Linha do TUA, contribuindo esta para o desenvolvimento e orgulho da população local. a minha pequena contribuição, na defesa deste rio, e desta linha, que TAMBÉM É TUA.

domingo, 24 de julho de 2011

Novo Líder do P.S



António José Seguro foi eleito secretário-geral do PS com 67,98 por cento dos votos
António Cotrim,EPA
As eleições para secretário-geral do PS deram uma vitória clara a António José Seguro. O resultado oficial da votação confirma que Seguro obteve com 67,98 por cento dos votos contra 32,02 por cento do seu adversário Francisco Assis. No discurso de vitória o novo líder do PS deixou avisos ao Governo de Pedro Passos Coelho, garantindo que não está disponível para alterações constitucionais que ponham em causa o estado social ou os direitos laborais.
Seguro é o novo líder dos socialistas
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António José Seguro foi eleito com 23.903 votos contra 11.257 votos de Francisco Assis. Os dados oficiais, divulgados pela Comissão Organizadora do Congresso do PS, indicam que também foram registados 216 votos brancos e 151 votos nulos.

No que respeita à eleição dos delegados para o XVIII Congresso Nacional do PS, as listas subscritas por António José Seguro conseguiram uma vantagem ainda maior do que na eleição do secretário-geral, já que venceram por larga margem em todas as federações do país, incluindo no Porto, considerado um bastião de Francisco Assis.

Num total de 1.857 delegados, as listas de Seguro elegeram 1.346 delegados, contra 511 de Francisco Assis

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Espiritualidade




Uma nova fase da humanidade, que muitos chamam de Nova Era, vem despertando nos homens um interesse mais profundo pelo tema da espiritualidade.A espiritualidade no sentido mais de autoconhecimento, do "conhece-te a ti mesmo", do que no sentido de crenças, de fé cega, de fanatismo religioso.
Muito se ouve falar em inteligência emocional, em espiritualidade no trabalho, em inteligência espiritual, em ser líder de si mesmo, em ser mestre de si mesmo, em governar a si mesmo, tudo isso faz parte da necessária construção da liderança espiritualizada, que é a que conduzirá a civilização para patamares mais elevados de
consciencia.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A Resposta de Jesus a um Advogado


segunda-feira, 18 de julho de 2011


No livro de James Hunter, O Monge e o Executivo, encontra-se a seguinte passagem, onde o autor narra um encontro entre Jesus e um advogado. Vejamos:
"Muito tempo atrás, um advogado -ou escriva- perguntou a Jesus qual o mandamento mais importante da Lei.O Advogado queria saber a única coisa importante da religião! E Jesus lhe disse simplesmente que era amar a Deus e ao próximo".
O advogado, diante de tantas leis, queria saber a essência, o sumo, a substância, o que tinha de mais importante, o princípio reitor na mensagem do Divino Mestre. Queria saber da lei das leis, queria saber de uma lei capaz de conter todas as outras.
E a pergunta foi muito inteligente, porque sem ela não teríamos a frase Jesus. Se praticássemos, todos nós, realmente, esse grande mandamento, não haveria a necessidade de termos tantas leis, tantos códigos; não haveria necessidade de termos tribunais, polícia, advogados, juízes, promotores, delegados.

domingo, 17 de julho de 2011

Sobre a Ordenação das Mulheres

Nas últimas duas semanas, a ordenação de mulheres alcançou grande relevo nos media. Por causa de declarações inesperadas do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Numa entrevista publicada no Boletim da Ordem dos Advogados declarara que "teologicamente não há nenhum obstáculo fundamental" à ordenação de mulheres. A recusa está baseada apenas na tradição.

A declaração teve eco em importantes órgãos de informação estrangeiros. Tanto mais quanto aparecia pouco tempo depois de um bispo australiano ter sido demitido devido à mesma abordagem do tema, e o vaticanista Andrea Tornelli fez notar que a declaração ia contra a doutrina afirmada por João Paulo II e Bento XVI.

Como seria de prever, choveram os protestos, provindos, segundo se diz, sobretudo do Opus Dei e do próprio Vaticano. As reacções, algumas de "indignação", obrigaram o patriarca a um esclarecimento, recuando. Nele, confessa a necessidade de "olhar para o tema com mais cuidado", acrescentando: "Verifiquei que, sobretudo por não ter tido na devida conta as últimas declarações do Magistério sobre o tema, dei azo a essas reacções." E reproduz a carta Ordinatio Sacerdotalis, de João Paulo II: "Declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja."

Quando se pensa, vê-se aqui a tipificação do que é na Igreja o respeito pelo direito de opinião e expressão. Depois, não se atende à vontade de tantos bispos a quem não só não repugnaria como até gostariam de ordenar mulheres. Ficou famosa a afirmação de D. Eurico Nogueira, então arcebispo de Braga: "Gostava de ver uma mulher no meu lugar."